Mochilão · Uruguai

Aquele sobre acreditar

​Foram necessárias umas poucas horas no Uruguai para ter coragem de parar na estrada e pedir carona. Fiquei refletindo muito sobre o motivo de não poder fazer isso no Brasil ou, ao menos, não ter coragem de fazer. Acabei voltando para um dos meus objetivos do mochilão: voltar a acreditar nas pessoas. Uma das principais coisas que estava buscando na viagem era isso. Sempre acreditei demais e o caos dos últimos tempos me fez perder um pouco da fé que sempre tive na humanidade. 

Mochilão

Aquele do acampamento

Mesmo me livrando de vários itens da mochila (deixados de presente para nossa primeira anfitriã), ela continuava pesando como um filhote de elefante. Por isso fiquei bem satisfeita quando, ao sairmos de Barra Del Chuy na tarde do segundo dia, rumamos para a estrada e logo conseguimos uma carona. Foi a primeira motoristA que parou. Ela nos deixou na rota 9 (aquela da Aduana) e seguiu para o Chuí. Ali estacionamos nossas coisas e nos preparamos para pedir carona até nosso segundo destino: o Parque Nacional de Santa Teresa.

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​​Aquele sobre a mochila e nossa chegada

Fazer minha vida entrar numa mochila de 60 litros pra poder sair sem prazo pra voltar foi uma das coisas mais difíceis do pré viagem. Por isso, aqui vai a dica 1 do mochilão: termine de arrumar as suas coisas com, no mínimo, dois dias de antecedência. Isso vai permitir ajustes e testes com o peso da mochila, e sobre o quanto você aguenta com ela. Com quanto tempo eu terminei de arrumar a minha? Isso mesmo que você deve estar pensando: na hora que eu estava saindo de casa pra viajar, duas horas atrasada do horário marcado. Ou seja, eu sei do que tô falando.